{"id":725,"date":"2023-05-16T15:54:24","date_gmt":"2023-05-16T15:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ccfbg.net\/?p=725"},"modified":"2023-05-16T15:54:24","modified_gmt":"2023-05-16T15:54:24","slug":"o-novo-filme-de-sana-na-nhada-intitulado-nome-sera-lancado-durante-o-festival-de-cannes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ccfbg.net\/index.php\/2023\/05\/16\/o-novo-filme-de-sana-na-nhada-intitulado-nome-sera-lancado-durante-o-festival-de-cannes\/","title":{"rendered":"O Novo filme de Sana Na N&#8217;hada, intitulado &#8220;Nome&#8221; sera lan\u00e7ado durante o Festival de Cannes"},"content":{"rendered":"\n<p>O novo filme de Sana Na N&#8217;hada sera lan\u00e7ado durante o Festival de Cannes, na programa\u00e7\u00e3o da L&#8217;ACID (Associa\u00e7\u00e3o do Cinema Independente para a sua Difus\u00e3o). Intitulado &#8220;Nome&#8221; o longa foi produzido entre Angola, Fran\u00e7a, Guin\u00e9-Bissau e Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p><br>SINOPSE: Guin\u00e9-Bissau, 1969. Uma guerra violenta op\u00f5e o ex\u00e9rcito colonial portugu\u00eas aos guerrilheiros do Partido Africano para a Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde. NOME deixa a sua aldeia e junta-se aos maquis. Ao fim de anos, regressa como um her\u00f3i. Mas o j\u00fabilo depressa dar\u00e1 lugar \u00e0 amargura e ao cinismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOBRE \u00ab\u00a0NOME\u00a0\u00bb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"484\" height=\"279\" src=\"https:\/\/www.ccfbg.net\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Image2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-727\" srcset=\"https:\/\/www.ccfbg.net\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Image2.jpg 484w, https:\/\/www.ccfbg.net\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Image2-300x173.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 484px) 100vw, 484px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os olhos da crian\u00e7a est\u00e3o fixos nos nossos. Sobre a sua cabe\u00e7a pairam abutres amea\u00e7adores. Aos seus p\u00e9s, o seu pai morto. Atr\u00e1s dele, uma aldeia observa-o em sil\u00eancio. Aqui, o tempo \u00e9 medido pelo c\u00e9u, um &#8220;c\u00e9u dois anos mais novo quando a guerra come\u00e7ou&#8221;. Desde a sua primeira sequ\u00eancia, o poder de Nome \u00e9 avassalador. \u00c9 com um misto de grande beleza e ansiedade que Sana Na N&#8217;Hada reconstr\u00f3i, quarenta anos depois, a epopeia de uma guerra de independ\u00eancia que ele pr\u00f3prio viveu. Da fic\u00e7\u00e3o, encontramos imagens de arquivo filmadas pelo jovem realizador. As temporalidades entrela\u00e7am-se: entre os sonhos de inf\u00e2ncia, a gloriosa aventura da guerrilha, depois as ambiguidades dos seus her\u00f3is. O que resta da Revolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>O filme maravilha-se com a sua cren\u00e7a no poder do cinema para abrir novos mundos. A Guin\u00e9 est\u00e1 preparada para tanta felicidade? Esta quest\u00e3o colocada pelo esp\u00edrito, a \u00fanica entidade capaz de aparecer em todas as \u00e9pocas deste fresco hist\u00f3rico, ficar\u00e1 sem resposta. Nome \u00e9 um filme palimpsesto em que cada camada remete para um momento da vida dos seus her\u00f3is, da Guin\u00e9-Bissau e do maravilhoso Sana Na N&#8217;Hada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anton Balekdjian, Naruna Kaplan de Macedo e Marion Naccache, realizadores da ACID<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ENTREVISTA COM<\/strong> <strong>Sana na n&#8217;hada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"592\" height=\"402\" src=\"https:\/\/www.ccfbg.net\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Image5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-726\" srcset=\"https:\/\/www.ccfbg.net\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Image5.jpg 592w, https:\/\/www.ccfbg.net\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Image5-300x204.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 a origem do nome do filme Nome?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sana na N&#8217;hada:<\/strong> Nome foge da sua aldeia por medo de ser desonrado. Depois de engravidar uma jovem, decide partir. \u00c9 a cobardia que o leva \u00e0 guerra. Sem ela, nunca se teria encontrado na guerrilha. Naquela altura, cada um de n\u00f3s tinha uma raz\u00e3o para ir para a guerra. Alguns partiam devido aos seus compromissos revolucion\u00e1rios, outros para escapar \u00e0 repress\u00e3o colonial dos portugueses. Mas muitos eram como Nome e encontravam-se em situa\u00e7\u00f5es que os obrigavam a fugir do seu ambiente. Outras pessoas n\u00e3o foram para a guerra, mas a guerra veio ter com elas. Para mim, foi em Bissau, no meio do sono, numa cabana a arder. Portanto, podias fugir e acabar na guerra por muitas raz\u00f5es, mas assim que decidia pegar numa arma, entrava na luta pela independ\u00eancia da Guin\u00e9-Bissau e de Cabo Verde e aceitava dar a sua vida, o seu corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nome \u00e9 um hom\u00f3nimo. \u00c9 uma forma de dizer que a guerra era um assunto de todos. \u00c9 o nome de todos aqueles que se juntaram \u00e0 guerrilha. V\u00ednhamos de todo o pa\u00eds. Havia pescadores, criadores de gado, agricultores, etc. Era toda a sociedade que participava nesta luta. Mesmo que mais tarde, infelizmente, tenhamos abandonado o pa\u00eds a alguns empres\u00e1rios. Am\u00edlcar Cabral uniu-nos e deu um alcance nobre \u00e0 luta. Ele acreditava na unidade. A sua morte marcou o fim da luta. Depois da Independ\u00eancia, veio o tempo das guerras civis. A agricultura, o sistema de sa\u00fade&#8230; tudo se desmoronou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque escolheu a fic\u00e7\u00e3o para contar esta hist\u00f3ria que, em parte, viveu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S.N.:<\/strong> Nome \u00e9 a minha terceira longa-metragem. Antes disso, fiz sobretudo document\u00e1rios. Nome faz parte de um projecto tr\u00edptico que eu queria fazer sobre a guerra. Xime (lan\u00e7ado em 1994) foi a primeira parte e centrou-se no destino de uma fam\u00edlia guineense cujo ambiente foi virado do avesso com a chegada da guerra. O segundo filme deveria ser sobre o que os guineenses viveram durante o conflito, mas este projecto nunca se concretizou. Nome \u00e9 uma esp\u00e9cie de s\u00edntese entre o que aconteceu durante e depois da guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tinha entre 15 e 16 anos quando fui recrutado como enfermeiro pelos guerrilheiros. A realidade do que foi a guerra nunca poder\u00e1 ser captada, porque deu origem a tantas hist\u00f3rias, muitas vezes terr\u00edveis. A fic\u00e7\u00e3o permitiu-me reunir num s\u00f3 lugar muitas pessoas e acontecimentos diferentes. Raci \u00e9 a minha inf\u00e2ncia, Cuta \u00e9 como uma tia minha de quem se dizia que tinha clarivid\u00eancia. Quiti tamb\u00e9m sou eu durante a guerra, quando estava encarregado de transportar e cuidar dos soldados. Nome \u00e9 um filme coral e, atrav\u00e9s destas personagens, consegui tra\u00e7ar um retrato da sociedade guineense. E nessa sociedade, v\u00e1rias coisas est\u00e3o a acontecer ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Nome, coabitam v\u00e1rios mundos e temporalidades guineenses: o campo e a cidade, a vida quotidiana e o tempo ancestral dos esp\u00edritos. Por um lado, a crian\u00e7a Raci que tenta restabelecer o equil\u00edbrio da aldeia construindo um novo bombardeamento e, por outro lado, Nome que foge da mesma aldeia e sonha tornar-se um not\u00e1vel na cidade&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S.N.:<\/strong> Am\u00edlcar Cabral dizia: &#8220;Somos uma sociedade de mortos vivos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra fez-nos saltar no tempo de uma forma psicologicamente vertiginosa. Na minha inf\u00e2ncia, est\u00e1vamos mais pr\u00f3ximos dos nossos costumes. A nossa sociedade era uma sociedade ancestral em que toda a gente acreditava que havia uma coisa l\u00e1 em cima chamada Deus em muitas l\u00ednguas, mas c\u00e1 em baixo, na floresta ou nos arrozais, chamava-se o mundo dos esp\u00edritos. Por isso, as pessoas pediam a esses esp\u00edritos que interviessem para resolver os seus problemas. Hoje, mesmo que os guineenses se chamem crist\u00e3os, mu\u00e7ulmanos ou agn\u00f3sticos, isso n\u00e3o significa que tenham deixado de ser animistas. H\u00e1 um forte sincretismo entre n\u00f3s. E quando chega a noite, n\u00e3o podemos negar de onde vimos. As pessoas t\u00eam pr\u00e1ticas rituais ancestrais. Estas cren\u00e7as constituem o solo da cultura guineense, que aceita facilmente a mistura.<\/p>\n\n\n\n<p>O meu filme reflecte isso; esta ideia de coabita\u00e7\u00e3o faz parte do esp\u00edrito guineense. N\u00e3o precisamos de falar a mesma l\u00edngua para nos casarmos. Fazemo-lo e depois aprendemos a l\u00edngua um do outro. \u00c9 um h\u00e1bito muito antigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, consideramos que as pessoas n\u00e3o morrem. Para n\u00f3s, os esp\u00edritos s\u00e3o almas penadas que vagueiam porque os vivos n\u00e3o foram capazes de realizar os rituais de luto ancestrais que lhes permitem partir em paz. No filme, Esprit \u00e9 um esp\u00edrito errante. Ele espera e continua a assombrar o mundo dos vivos. \u00c9 um dever de cada guineense realizar a cerim\u00f3nia de tchur para os seus mortos. Os mortos imp\u00f5em-nos a sua voz<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sana Na N&#8217;Hada nasceu na Guin\u00e9-Bissau em 1950. Enviado a Cuba pelo l\u00edder revolucion\u00e1rio Am\u00edlcar Cabral com outros quatro aprendizes de cineasta, estudou no Instituto Cubano de Artes e Ind\u00fastrias Cinematogr\u00e1ficas. De regresso \u00e0 Guin\u00e9, filmou a guerra da independ\u00eancia. O seu cinema ser\u00e1 ent\u00e3o constru\u00eddo no vaiv\u00e9m entre a mem\u00f3ria da ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa, a luta pela independ\u00eancia e uma medita\u00e7\u00e3o sobre a destrui\u00e7\u00e3o das sociedades tradicionais da Guin\u00e9-Bissau &#8211; e com elas, de um modelo ecol\u00f3gico onde o homem aceita os poderes de uma natureza \u00e0 qual sabe pertencer. \u00c9 o seu regresso a Cannes ap\u00f3s 30 anos, tendo o seu filme Xime sido apresentado na Selec\u00e7\u00e3o Oficial de Un Certain Regard em 1994!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FILMOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1976 : <\/strong><em>O retorno de Cabral <\/em>\/ court m\u00e9trage co-r\u00e9alis\u00e9 avec Flora Gomes <strong>1976 : <\/strong><em>Anos no assa luta <\/em>\/ court m\u00e9trage cor\u00e9alis\u00e9 avec Flora Gomes <strong>1978 : <\/strong><em>Les jours d\u2019Ancono <\/em>(court-m\u00e9trage)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1984 : <\/strong><em>Fanado, <\/em>un documentaire de 26\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1994 : <\/strong><em>Xime <\/em>(Long-m\u00e9trage \/ fiction) \u2013 S\u00e9lection Officielle \/ Un Certain Regard \/ Cannes 1994<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2005 : <\/strong><em>Nossa Guin\u00e9 <\/em>(documentaire, 52 min) <strong>2005 : <\/strong><em>Bissau d&#8217;Isabel <\/em>(documentaire, 52 min) <strong>2014 : <\/strong><em>Kadjike <\/em>(long-m\u00e9trage \/ fiction)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2015 : <\/strong><em>Os escultores de esp\u00edritos <\/em>(documentaire)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>FICHA ARTISTICA<\/u><\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">NOME<\/h3>\n\n\n\n<p>UM FILME DE<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">SANA NA N\u2019HADA<\/h3>\n\n\n\n<p>COM<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOME <\/strong>I MARCELINO ANT\u00d3NIO INGIRA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NAMB\u00da <\/strong>I BINETE UNDONQUE<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CUTA <\/strong>I MARTA DABO <strong>QUITI <\/strong>I HELENA SANCA <strong>T\u00d3 <\/strong>I PAULO INTCHAMA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESP\u00cdRITO <\/strong>I ABUBACAR BAN\u00d3RA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DJALAM <\/strong>I NINHA L\u00daCIA LOPES<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SEM PESCO\u00c7O <\/strong>I JORGE QUINTINO BIAGU\u00ca<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TOGARA <\/strong>I M\u00c1RIO PAULO MENDES<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TU\u00c9 <\/strong>I VLADMIR M\u00c1RIO VIEIRA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BUINHI-DEUSDADA <\/strong>I OKSANA ISABEL<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DJILA <\/strong>I ERNESTO NAMBERA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RACI <\/strong>I RIQUELME BIGA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RACI 17 ANOS \/ ANS <\/strong>I BACARI DABO<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SOMPY <\/strong>I MAMINHA BRAND\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DAM <\/strong>I MIN\u00c9SIO N\u2019CADA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>AD\u00c1 <\/strong>I JORGINA BARAI<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TCHENA <\/strong>I ADELSIO M. BIAGU\u00ca <strong>CRIAN\u00c7A \/ L\u2019ENFANT <\/strong>I PAPA LOPES <strong>AUSENDA <\/strong>I CADI SANH\u00c1<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FISCAL ALF\u00c2NDEGA <\/strong>I JO\u00c3O CARLOS CALON<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ENTERRADOR \/ CROQUE-MORT <\/strong>I JUSTINO A. M. NETO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo filme de Sana Na N&#8217;hada sera lan\u00e7ado durante o Festival de Cannes, na programa\u00e7\u00e3o da L&#8217;ACID (Associa\u00e7\u00e3o do Cinema Independente para a sua Difus\u00e3o). 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